Item de Notícia: : Associações de moradores perdem representação em Uvaranas
(Categoria: Uvaranas)
Postado por Leticia
Terça, 27 de Julho de 2010 - 17:12:02

Com legitimidade entre os moradores e respaldo do poder público, associações teriam mais força

Cintia Amaro, Cristhiano Correia e Isadora Camargo


Muitos dos residentes de vilas e núcleos que integram a região de Uvaranas não podem contar com associações de moradores: ou elas não existem ou são desconhecidas. A situação dessas entidades é preocupante no cenário das comunidades de Ponta Grossa, já que  elas também não se envolvem para cobrar ações da associação e do poder público. Uma das causas do problema pode ser as parcerias políticas entre essas entidades e o poder público.

Sete associações estão irregulares ou sem presidente em Uvaranas

EDITORIAL: Prezar pelo envolvimento nas atividades da comunidade
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Ronilda dos Reis, que mora há 40 anos na Vila Rubini I, não tem conhecimento sobre a atual presidência da Associação de Moradores da sua vila. “Antes o pessoal divulgava e levava em cada casa papéis com data e horário das reuniões da Associação. Agora isso não tem acontecido, nem conhecer o presidente a gente conhece”, revela a dona de casa.

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Sede da Associação do Tarobá  com a nova fachada
 Assim como Ronilda, moradores de outras regiões de Uvaranas não conhecem as organizações do local aonde habitam. Esse é o caso do Núcleo Pimentel. O presidente da associação, Carlos Eli Candido  explica que só está na direção por nenhuma outra pessoa do núcleo querer assumir o cargo. Seu mandato vai até o mês de agosto.


 

Como explica a professora do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Reidy Moura, a representação das associações ainda é baixa pela falta de envolvimento da população. E isso acontece principalmente pela relação de favor que se estabelece entre associação e governo municipal.  

“As associações perdem o espírito de reivindicação e se limitam a pedir subsídios, como se fosse um favor político e não um dever da administração municipal”, afirma Reidy. De acordo com a professora, o poder público deveria oferecer programas de respaldo às organizações da sociedade civil, pois as associações são responsáveis pela melhoria da qualidade de vida de todos da comunidade e não de um grupo restrito. 
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Salão da sede do Parque Tarobá utilizado para festas e bazares


No entanto, em Uvaranas, algumas dessas organizações tentam ser independentes do auxílio da Prefeitura. O Parque Tarobá é um dos locais onde há uma sede da associação de moradores e atividades semanais regulares, como o clube de mães e o encontro mensal do Conselho Local de Saúde para atrair a participação dos moradores. 

“A gente nunca consegue a ajuda da Prefeitura para arrumar um buraco. Mas, ao mesmo tempo, a gente tenta fazer alguma coisa pra arrecadar dinheiro pra solucionar o problema da nossa comunidade”, diz o presidente da entidade do Tarobá, Pedro Padilha.  

Para ele, a maior dificuldade é arrecadar dinheiro para o pagamento das contas de água e luz da sede. Uma das soluções encontradas foi alugar a sede para festas de aniversário e bazares para manter as contas da sede em dia.
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Pedro Padilha pretende se candidatar novamente

A professora Reidy Moura, do Curso de Serviço Social da UEPG, fala sobre as dificuldades e desafios das  associações de moradores e sociedade civil em geral. Clique para ouvir.



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Acertos e erros em organizações civis de Uvaranas




Esta notícia é de Portal Comunitário de Ponta Grossa PR
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