![]() Clique na foto para ampliar Iluminação pública insuficiente EDITORIAL A união faz o bairro | Localizado a mais de 10 quilômetros do centro de Ponta Grossa, o bairro Cará-Cará ainda é considerado região urbana. No entanto, seu aspecto é rural. Das 16 ruas que formam o bairro, apenas 3 estão completamente asfaltadas. Além disso, os moradores não possuem um serviço de iluminação pública adequado. Outro problema é a falta de uma rede de esgoto no bairro. Durante anos, vários pedidos de melhorias não foram atendidos pela prefeitura. Comunidade faz operação tapa-buraco |
![]() Em alguns locais, o despejo é feito diretamente em córregos próximos ![]() Antônio Czarski paga taxa de 90 reais para o esgotamento da fossa | Segundo dados do mês de abril da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), 78% da população da área urbana de Ponta Grossa tem acesso ao sistema de coleta e tratamento de esgoto. O Cará-Cará não é um dos bairros contemplados, embora essa seja a maior reclamação dos moradores. Antônio Czerski reside na área há 19 anos e conta que a solução temporária fica por conta de cada um. “Para resolver os problemas só com a nossa mobilização mesmo. Eu chamo um caminhão em média três vezes por ano para esgotar a fossa”. De acordo com Antônio, a taxa para cada esgotamento é de 90 reais. Para o inspetor sanitário Flávio Chibinski, as instalações do bairro são clandestinas e podem acarretar problemas sérios de saúde. “Produtos químicos do banho e da limpeza, por exemplo, caem nos rios e contaminam a água. Além disso, os dejetos sólidos em contato com a água podem ser focos de doenças como a diarreia, cisticercose, dengue e leptospirose”, diz. Em algumas casas, os dejetos são despejados em córregos próximos, causando um dano ainda maior no meio ambiente. “São 153 quilômetros de arroios em Ponta Grossa recebendo cargas de poluição em afluentes do Rio Verde, Pitangui e Tibagi, por exemplo”, afirma o coordenador do curso técnico em Meio Ambiente, João Paulo Camargo. |