Item de Notícia: : Voluntários do Grupo Fauna abrigam e sustentam animais levados à Feira de Adoção
(Categoria: Grupo Fauna)
Postado por Jornalismo
Domingo, 03 de Janeiro de 2010 - 00:01:00
Por Amanda Milléo, Gabriel Carvalho e João Carlos
Treze é o número de animais que a dona de casa Cleci Borba Dias tem em sua residência. São dez cachorros e três gatos que ela encontrou abandonados pelas ruas de Ponta Grossa. Pouco a pouco, ela foi abrindo espaço em sua casa para cada um deles.
Cleci (foto) é uma das voluntárias que cuidam dos animais abandonados para mais tarde serem adotados durante as feirinhas promovidas pelo Grupo Fauna. A questão financeira é somente uma das principais dificuldades enfrentadas pelos voluntários.
“O meu problema aqui é o espaço, não tenho aonde colocar tantos cachorros e gatos, é muito pequeno aqui”, explica a dona de casa. Em uma varanda de pouco mais de cinco metros de largura por dois de comprimento, se encontram dez cachorros de diversos tamanhos e uma variada mistura de raças.
O maior de todos é a cadela chamada Pintada. A dona de casa diz que a cadela é o único animal que está para ser doado, por enquanto. “Não tem espaço para ela aqui, ela precisa de mais área”, diz Cleci.
Além disso, devido ao tempo que os animais ficam na sua casa, Cleci foi se apegando a eles, e hoje ela tem nove cachorros e dois gatos.
Por conta de tantos animais e pouco espaço, a limpeza da área onde eles estão também se torna uma dificuldade. Ao lado do portão que separa os cães da entrada da casa, a dona de casa deixa sempre baldes com água, sabão e água sanitária. Assim, quando eles fazem qualquer sujeira, fica mais fácil uma primeira higienização do local.
“Eu saio passear com eles todos os dias, duas vezes ao dia”, diz a dona de casa.
Outra questão é com relação ao barulho. Em frente à casa da Cleci há um grande prédio. Ela explica que muitas vezes, à noite, ou mesmo durante a madrugada, seus cachorros latem para as pessoas que passam pela rua, e isso atrapalha os vizinhos. “Penso em me mudar para um lugar maior para que eles tenham mais espaço e possam latir à vontade, mas por enquanto não dá”, diz Cleci.
Ao todo, são de dez a quinze voluntários do Grupo Fauna que cuidam dos animais que são apresentados na feirinha. A ração, as vacinas e castrações são todos custeados pelos próprios voluntários. O dinheiro arrecadado pelo Grupo através de bazares e outros eventos ajuda nos custos. Porém a maior parte é bancada pelas pessoas voluntárias.
Todos os cães e gatos para adoção nas feirinhas do Fauna vieram das ruas. A dona de casa Cleci Borba Dias relata que todos os animais que hoje estão com ela vieram das ruas e alguns com certos problemas. Dentre os cães que precisaram da ajuda de Cleci, está o Pato (foto).
“Ele mordia as pessoas na rua e passava em frente de casa sempre machucado. Então minha filha e eu fazíamos os curativos nele.
Ele ia para a rua, mas sempre voltava aqui, até que um dia resolvi pegá-lo para cuidar”.
Já a cadelinha chamada Branca (foto) é muito nervosa, explica a dona de casa. Segundo ela, a cadela foi abandonada em uma praça perto de sua residência e sofria com a perseguição de outros animais.
“Ela estava entre um bando de cachorros, estava no cio. Eu e minha filha tentamos pegá-la, mas o bando estava muito brabo. Mais tarde ela passou sozinha e só então nós conseguimos”, diz Cleci.
Um dos gatos de Cleci não tem as patas traseiras. Ela conta que ele foi abandonado em uma clínica veterinária que ajuda o Grupo Fauna nas castrações dos animais. Hoje, ele recebe toda a atenção necessária da dona de casa que passa o dia todo com seus animais. “A gente se apega a eles, cuida deles todos os dias”.
Outra voluntária do Fauna que também atende os animais para adoção é Vilmarise Sabin Pessoa. O cão de Vilmarise teve as duas patas da frente amputadas devido a dois atropelamentos. No entanto ele vive normalmente com a dona. Vilamarise também é uma das organizadoras das feirinhas do Grupo.
Maicon é outro cachorro que está para adoção na feirinha do Fauna. Em agosto deste ano, ele foi encontrado na rodovia que liga Ponta Grossa a Castro. Maicon havia sido atropelado e estava no meio da estrada morrendo de hipotermia, devido às chuvas constantes, até que o técnico em eletrônica, Márcio Galdino, retirou-o da rua.
Márcio conta que Maicon (foto) foi aquecido e teve que passar por uma cirurgia para colocar pinos na pata traseira direita. Depois de muito carinho, atenção e cuidados, o cachorro está pronto hoje para ter um novo dono.
“Ele late bem alto, late forte, então pode ser um bom cão de guarda”, explica Márcio. Ele conta que não pode ficar com o cão, porque não tem espaço para ele. Mas espera que quem o adote dê muito carinho e atenção, pois ele precisa. “O Maicon já passou por tanta coisa, né? Agora tem que achar alguém que cuide bem dele”, diz o técnico.
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Esta notícia é de Portal Comunitário de Ponta Grossa PR
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