Regularização de associações deve ser cobrada pelos moradores, diz secretário da UAMPG
Cintia Amaro, Cristhiano Correia e Isadora CamargoFoto: Mônica Bueno
Em Ponta Grossa são 180 associações de moradores cadastradas na União das Associações de Moradores de Ponta Grossa (UAMPG), sendo que 95 delas estão em situação irregular: não cadastradas, com prazo de mandato vencido ou sem documentos necessárias para regularização na UAMPG.
| Só na região de Uvaranas se concentram 32 associações, porém sete delas estão ilegais. Esse é o caso da Vila Néri, que está paralisada, e do Núcleo Ana Rita, em que o mandato de diretoria já venceu e não foram convocadas novas eleições. Também é o que ocorre na Vila Bertha, onde o presidente não assumiu o mandato e não encaminhou à UAMPG a documentação. O secretário da UAMPG, Ídison Sousa, explica que a entidade tenta resolver as situações irregulares das associações. Mas, segundo ele, o interesse deve partir dos moradores e das diretorias das associações. “A gente está à disposição, mas não dá pra irmos atrás de todos os presidentes que estão devendo documentos, por exemplo”, diz o secretário. | ![]() Secretário da Uampg, Ídison Sousa |
Para Alnary Rocha, que já trabalhou na entidade, a desarticulação das associações e a falta de interesse dos moradores é consequência de como o governo municipal se relaciona com a UAMPG e com as organizações civis.
“Quando existe alguma movimentação para reunir as pessoas e fazer algum tipo de discussão sobre as necessidades do bairro ou da vila, muito pouca gente se dispõe a fazer, ou são chamadas apenas as pessoas que têm algum tipo de atrelamento com o governo municipal”, acredita Alnary.
Ele ainda afirma que mesmo com a aproximação das associações com a Prefeitura, que ocorre em períodos eleitorais, as ações acontecem lentamente ou não acontecem, já que os interesses do governo municipal, muitas vezes, não corresponde aos interesses dos moradores.
Processos eleitorais e fundação de associações
Fundar uma associação de bairro, atualmente, depende do interesse dos moradores em se organizarem e procurarem a União das Associações de Moradores de Ponta Grossa (UAMPG), onde é disponibilizada uma ficha de inscrição. A diretoria é formada por nove pessoas, entre elas três membros executivos, três conselheiros fiscais e os respectivos suplentes.
Em seguida é realizada uma reunião no bairro para a formulação de um estatuto até que se agende o dia da aclamação de posse. Os mandatos podem variar de dois a cinco anos, dependendo do estatuto de cada entidade.
“O presidente da associação pode mudar o estatuto e também o período do próximo mandato”, conta o presidente da UAMPG, José Alcionei de Lima.
Para convocar as eleições é necessário que, durante o prazo delimitado no edital, haja no mínimo duas chapas concorrendo à diretoria da associação. Então a UAMPG vai até o local e realiza o processo eleitoral.
Depois de eleita uma diretoria para o bairro, é necessário regularizar os documentos e protocolá-los em cartório. Uma das dificuldades da UAMPG é que nem todas as associações filiadas têm os documentos regularizados.
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