Cresce a valorização do voluntariado no Brasil e no mundo
Reportagem e fotos: Alyne Lemes, André Salustiano, Claudia Geisler e Michael Ferreira ![]() Estudantes de enfermagem ajudam no trabalho da Pastoral da Criança | Em um mundo cheio de desigualdades sociais, cresce cada vez mais a importância de quem realiza trabalhos voluntários. A Organização das Nações Unidas (ONU) caracteriza como voluntário “o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos (...)". |
No Brasil, em 18 de fevereiro de 1998, foi sancionada a lei 9.608/98 pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso. A legislação considera o trabalho voluntário como a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha “objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive de mutualidade”.
A assistente social Carolina Diniz explica que voluntariado é aprender ativamente a exercer a cidadania, porque se age e participa da sociedade. Além disso, Carolina ressalta que essa cidadania deve ser exercida de forma solidária e livre.
“Acredito que é graças a esse tipo de trabalho que a sociedade tem suprido em muitos lugares a falta de investimentos governamentais em educação, saúde e lazer”, diz a assistente social.
![]() Comunidade se encontra na Celebração da Vida promovida pela Pastoral | Em Ponta Grossa, a dona de casa Mirnalene dos Santos e a faxineira Josefa Schimit, por exemplo, realizam atividades importantes. A primeira é membro da Pastoral da Criança e orienta mães sobre os cuidados essenciais para garantir a vida de seus filhos. Já Josefa criou uma ONG que conscientiza, informa e explica como ser um doador de medula óssea e os procedimentos para que diminua o número de pessoas falecendo por causa da leucemia. |
“Trabalhar voluntariamente é maravilhoso e muitíssimo gratificante. Não tenho nem como dizer o tamanho disso tudo”, diz Josefa. Já Mirna acredita que o trabalho voluntário é uma graça de Deus. “Não consigo explicar, pra mim é tudo, me sinto muito bem”, completa.
Há dez anos atuando na Pastoral da Criança no Jardim Paraíso, Maria Aparecida Luz da Silva destaca a importância e os benefícios que o trabalho voluntário trouxe para sua vida. “É muito bom, porque a gente conhece muitas pessoas. A gente chora, a gente ri, e é uma riqueza sem preço ver a criança que chega abaixo do peso se desenvolvendo com o nosso trabalho”.
Em homenagem a elas e a tantos outros, em 17 de dezembro de 1985 a Assembléia Geral das Nações Unidas escolheu o dia 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário. Esse dia marca o reconhecimento da importância das ações desses cidadãos que dedicam tempo, talento e trabalho para ajudar outras pessoas.
Próximo bloco
Tia Mirna: uma mulher de grande coração
Bloco anterior
Voluntários da Pastoral da Criança são pessoas das próprias comunidades



















