Desorganização ou descaso?
Fato que acontece com frequência em Ponta Grossa é o descaso com a organização do seu espaço urbano. Gestar uma cidade estrategicamente localizada exige responsabilidade; além disso, são cerca de 300 mil habitantes - isso significa que não se trata mais de um mero local de passagem de tropeiros em direção a São Paulo. Trata-se do maior eixo ferroviário do Brasil, destaque na produção agrícola e polo industrial, concentrando diversas grandes empresas, inclusive multinacionais. Mas está imersa em um problema banal: a numeração das casas.
Apesar das regras sobre a questão, muitas ruas apresentam numeração extremamente desconexa. Em diversos bairros da cidade, a numeração da rua é feita de maneira aleatória, ocasionando transtornos a quem mora no local e a quem precisa encontrar um endereço. A casa nº 4, vizinha da 28, que fica ao lado da 76, é cenário comum em alguns lugares da Princesa dos Campos, por mais absurdo que isso pareça. Entre muitos outros exemplos estão a Vila Guaíra, que fica no bairro de Oficinas, e a rua Balduíno Taques, uma das principais ruas do centro da cidade.
O caso demonstra o pouco preparo de alguns órgãos para organizar e administrar a vida dos cidadãos que aqui vivem, aqui trabalham, e aqui também recebem seus impostos e contas a pagar via serviço dos Correios - que, diga-se de passagem, encontra dificuldades para localizar os endereços por causa da desorganização dos números.
Prefeitura e moradores não chegam a um consenso sobre o culpado do problema. Entretanto, em uma coisa concordam: a situação vem de muito tempo atrás, quando da construção da maioria dos imóveis.
Preocupar-se com isso é mais do que simplesmente deixar a cidade organizada como deveria; é dar a seus moradores mais dignidade, livrando-os de transtornos desnecessários.
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Numeração desordenada das casas causa problemas há décadas na Vila Guaíra

















