Mapas digitais da internet refletem desorganização dos números
Por Andressa Kikuti, Gabriel Spenassatto e Giovana Oliveira ![]() ![]() Do número 1006 até o 1007 são quase duas quadras de distância | A Rua Aleixo Garcia é um dos locais em que o problema com a numeração das casas é mais evidente no bairro de Oficinas. O número chega a saltar do 136 para o 1006, confundindo aqueles que desejam localizar algum endereço. Os modernos sistemas de mapas digitais disponibilizados na internet, como o Google Maps, refletem a desorganização. Esse tipo de mapa, que conta muitas vezes com fotos e informações precisas dos terrenos, é constituído por empresas de diferentes setores, geralmente sob encomenda de particulares ou governos. Amanda de André, do setor comercial de uma das empresas de infra-estrutura de informações geoespaciais, explica que muitas vezes os endereços (números e nomes das ruas) são obtidos através de visitas in loco. Ou seja, uma equipe é enviada ao local e anota os dados, para, mais tarde, inseri-los no mapa digital. |
Outra fonte de informações é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detém os mapas oficiais. “O Google Maps, por exemplo, é o produto final de todo o trabalho. As imagens são feitas por outras empresas, através de aviões, satélites ou balões”, afirma. Amanda ressalta ainda que, caso os números dos imóveis não sigam a correta sequência, os mapas digitais refletem a situação real.
O chefe da Agência do IBGE em Ponta Grossa, Orlando Rizental da Luz, afirma que os mapas do órgão governamental são mais precisos, pois são feitos através do sistema de geo-referenciamento. Tal método cria referências mais seguras para a localização de endereços em mapas digitais, pois parte das informações verificadas nos censos.
“As informações nesse tipo de sistema são muito utilizadas por órgãos oficiais para fins estratégicos. Podemos citar como exemplos o Ministério da Educação e o Exército Brasileiro”.
Orlando acredita que o mapeamento urbano já não é um problema, sendo que os maiores esforços estão concentrados nas áreas rurais do interior do país. “No entanto, a numeração incorreta de imóveis foge das responsabilidades do IBGE”, finaliza.
EDITORIAL
Desorganização ou descaso?
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