Clima, relevo e falhas nos endereços dificultam o trabalho do carteiro

Reportagem e fotos: André Salustiano, Claudia Geisler e Michael Ferreira

correios3-22-11-09.jpgFaça chuva ou faça sol, Angélica Domingues (foto) tem que cumprir sua rotina de trabalho. Carteira há 13 anos, em oito horas de trabalho diário ela, entrega cerca de 600 correspondências, o que significa 40 quiilos de cartas.

Para Angélica, são inúmeros os problemas que atrapalham sua rotina, mas nenhum deles pode impedir que ela exerça sua função, pois os clientes precisam receber suas cartas dentro do prazo.

“O primeiro problema é o clima. Quando está muito sol, o trabalho se torna mais cansativo e quando chove nem preciso dizer a confusão que é, pois papel e água não combinam”, conta Angélica.

Outra dificuldade no exercício da profissão de carteiro é o relevo que, especificamente em Ponta Grossa, atrapalha muito na entrega não motorizada, gerando problemas de saúde nos trabalhadores.

Angélica passou a sofrer de um problema sério na região muscular do joelho, devido ao “sobe e desce” de sua rotina de trabalho. “Eu faço agora um tratamento para fortalecer os músculos. Depois, caso realmente isso não adiante e eu continue a sentir dor e sofrer ao andar, existe um programa dos Correios com o INSS para reabilitação e mudança de cargo. Tenho que desistir de ser carteira”, explica Angélica.

O carteiro do Centro de Distribuição Domiciliar Nova Rússia, Alexandre de Souza Vieira, ressalta outra dificuldade séria encontrada no trabalho de carteiro: a deficiência na identificação dos endereços.

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Subidas e descidas fazem parte da rotina diária do carteiro que faz entregas a pé
“Nosso trabalho fica complicado quando não conseguimos fazer a identificação da residência onde a correspondência deve ser entregue. Ou tem endereço incorreto ou incompleto na carta, ou quando tem, falta numeração correta nas casas. Isso junto com o clima, relevo e também os cachorros,  dificultam nosso trabalho”, explica.



Já o carteiro motorizado do Centro de Entrega de Encomendas, Marcelino Boch, aponta o crescimento urbano de Ponta Grossa como outra dificuldade no trabalho de entrega de correspondências.


Segundo Boch, o problema encontra-se também na baixa contratação de novos funcionários pela empresa. “Nos últimos anos, o aumento do efetivo nos correios foi desproporcional ao crescimento de Ponta Grossa. A empresa vê apenas a parte técnica e não operacional, aí fica difícil trabalhar sobrecarregado de serviço, diz.

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