Casa do Menor Irmãos Cavanis atende crianças e adolescentes há 23 anos no Oficinas
Gisele Barão e Mariana Galvão Noronha![]() Sub-sede de Ponta Grossa foi a primeira a ser instalada do Brasil - Clique na foto para ampliar Histórias de quem frequenta a Casa do Menor EDITORIAL Instituições que mudam a realidade dos jovens | A Casa do Menor Irmãos Cavanis oferece atividades de contra-turno escolar na região de Oficinas. Atualmente são atendidas 350 crianças e adolescentes. Além disso, há uma lista de espera com 200 nomes (e aumentando). A Casa do Menor é uma das três instituições de contra-turno escolar mais disputadas pelas famílias carentes da cidade. A procura está ligada à falta de espaços físicos e atividades, com o mesmo objetivo, disponibilizadas pela Prefeitura. Atividades desenvolvem educação não formal Entidades representam alternativa às crianças carentes |
A Casa do Menor Irmãos Cavanis, localizada na Vila Cipa, é uma entidade que oferece assistência social e educacional. O objetivo é realizar atividades de contra-turno para crianças e adolescentes, moradores da região, que vivem situação de risco social.
As 198 famílias atendidas possuem o seguinte perfil: recebem de baixa à média renda (2 a 3 salários mínimos), estão no mercado informal de trabalho, e a maioria não possui educação completa.
![]() Funcionários desenvolvem atividades recreativas para integração das crianças ![]() Crianças passam quatro horas em atividades recreativas e educacionais | A Casa é uma organização não-governamental. Sobrevive de doações da comunidade, realização de eventos e possui uma parceria com a Prefeitura, que repassa verba para o pagamento dos funcionários. Hoje, são atendidas 350 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos. A lista de espera contém atualmente 200 nomes. A coordenadora pedagógica, Priscila Pinheiro, conta que também participam pessoas de outros bairros: “Não abrimos para toda a cidade porque não temos condições de oferecer transporte, mas mesmo assim participam crianças de vilas mais distantes”. Segundo ela, pessoas da Palmeirinha e Santa Paula aguardam uma vaga na lista de espera. |
Para a assistente social da Casa, Sandra Acordi, o comportamento das crianças é apenas um reflexo da realidade em que elas vivem. Segundo a assistente, não basta trabalhar apenas com as crianças, é preciso também agir nas famílias, conquistar a confiança dos pais.
Por isso visitas às famílias são realizada semanalmente. “Quando visitamos as casas, entendemos a realidade e o porquê do comportamento daquela criança”, afirma.
Sandra explica que, quando a entidade tem uma vaga disponível, é realizada uma visita na casa de quem aguarda a oportunidade. Diversos critérios são analisados, entre eles estão a qualidade da alimentação, o risco social enfrentado e casos de agressão.
Muitas vezes, menores são encaminhados pelo Conselho Tutelar ou pela Vara da Infância. Outro fator muito importante levado em consideração pela coordenação da Casa é a frequência regular dos jovens na escola.
A pedagoga da entidade, Marilza Geraldeli, é quem mantém um contato direto com as escolas. “Nós fazemos o controle das notas e das faltas, além do acompanhamento e auxílio na hora de fazerem as tarefas e os trabalhos”, conta.
Além das atividades de contra-turno, como oficinas, cursos, palestras e prática de esportes, a instituição também oferece para as famílias passeios e orientação para problemas e dificuldades do cotidiano. Possui também um convênio com a faculdade Santana, que fornece duas estagiárias de psicologia para orientação vocacional dos adolescentes.
“Os jovens precisam de orientação, precisam dessa formação humana. Nós tentamos fazer aqui o que a escola não dá conta de fazer”, relata Priscila.
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