Situação irregular dos terrenos do Ouro Verde 2 deverá ser resolvida em 2010

Por Camila Delgado, Franciely Menezes e Josué Teixeira

ouroverde1-19-12-09.jpgAlém de terem pagos pelos terrenos, os moradores do Ouro Verde 2  precisaram lutar para conseguir água e luz, mas ainda não possuem serviço de correio e linhas telefônicas. Indignados com a  situação, eles lutam desde 2004 pela regularização da área. Márcio Martins, procurador do Departamento de Patrimônio, acredita que a situação deve ser resolvida dentro de sete ou oito meses.

O loteamento Ouro Verde 2 é fruto de uma ocupação. Devido à situação irregular, embora os atuais moradores tenham pago pelos terrenos, precisaram lutar para conseguir serviços básicos como água encanada e luz.

ouroverde2-19-12-09.jpgDe acordo com Marcelo Aparecido de Barros (foto), presidente da Associação de Moradores do Ouro Verde, a luta para levar água e luz para a vila foi bem difícil.

“Água e luz foi uma luta grande. A gente teve que fazer manifestação, chamar a imprensa, conversar com as pessoas competentes dessa área”. Marcelo conta ainda que a água só foi conseguida depois de dois anos e meio, e a luz depois de três anos e meio de luta.

Apesar de a grande maioria das casas já ter água e luz, os problemas não acabaram. Não há entrega de correio no local e não se consegue a instalação de linhas telefônicas.

“Por não ser regularizado aqui nós não podemos dar endereço pra nada, porque a rua não existe. O correio aqui nem passa”, reclama Silvana dos Santos, moradora da vila.

Já Vani dos Santos afirma que a dificuldade de se conseguir instalação de linhas telefônicas tem dificultado o trabalho da filha. “Ela precisa do telefone, porque trabalha com venda de roupas. Até para os fregueses acharem ela é difícil”.

Com o objetivo de resolver a situação, há mais de cinco anos os moradores lutam pela regularização dos terrenos. “Estamos esperando acertar esse negócio do terreno. Falam que a gente é invasor, mas a gente não está afim de ficar invasor, a gente quer acertar e pagar nossa parte”, comenta Vani.

A prefeitura entrou com uma ação de desapropriação para adquirir o terreno, que tem um total de 453 mil metros quadrados. A última sentença, publicada em fevereiro deste ano, determinou o pagamento de quase um milhão de reais pela área.

O governo municipal alegou que não tinha dinheiro para quitar a quantia exigida e recorreu da sentença. “A prefeitura vai aguardar o julgamento, pois não tem como fazer nada antes do término dessa ação. Mantendo-se a sentença, o município passará essa área para a Prolar, para que possa regularizar o loteamento e a situação dos moradores”, afirma Márcio Martins, procurador do Departamento de Patrimônio.

Ele orienta os ocupantes da região a aguardarem o fim da sentença. “Acredito que a situação deve estar resolvida dentro de sete ou oito meses”.


 

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