O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

Uma das marcas da cultura polonesa em Ponta Grossa, o edifício pode ser demolido, caso não seja reconhecido como patrimônio cultural. Presidente da Sociedade Polonesa é contrário ao tombamento, mas a decisão final cabe ao Conselho Municipal de Patrimônio de Ponta Grossa.


O presidente da Sociedade Polonesa, Gary Dvoreck, defende que a entidade deve solicitar a impugnação contra o tombamento do Clube Polonesa Renascença. Construído em 1934, o edifício é uma das referências polonesas dos Campos Gerais e está em processo preliminar para tombamento. “Os proprietários têm até 15 de abril para apresentar a impugnação contra o tombamento e já foram notificados”, diz a diretora do Departamento de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa, Vanessa Vergani.


“Se nós acatarmos o tombamento, como é que vamos recuperar o prédio? Nós não temos verba para restauração”, diz Dvorek. O presidente alega que, para todo tombamento de prédio particular em Ponta Grossa, a recuperação do imóvel é por conta do proprietário. A decisão final será dada pelo Conselho Municipal de Patrimônio de Ponta Grossa (Compac).


Dvoreck reconhece a importância história do Clube, mas fala que o prédio corre risco de desabar. “Estamos correndo contra o tempo”,completa. Favoráveis ao tombamento, a presidente da Braspol (Comunidade Brasileiro-Polonesa) de Ponta Grossa destaca a importância do Clube Polonesa Renascença para a cidade. “As tradições adormecem, mas jamais são esquecidas”, diz Alda Slonik.


Membro da Braspol, Adriano Smolarek, 21, diz que o tombamento é necessário porque o Clube Polonesa Renascença possui grande importância social e histórica para Ponta Grossa. “Renegar a preservação significa apagar a contribuição polonesa na construção de nossa cidade”, acrescenta. Alda observa que o núcleo da Braspol local procura marcos da imigração polonesa na cidade e que o Renascença é um desses locais.


Smolarek diz que, com o tombamento, a comunidade polonesa terá reconhecimento da importância histórica do clube. Ele acrescenta que também poderão ser expostas e disponibilizadas informações sobre etnia, contribuição social, história, imigração e colonização.


Alda conta que, há cerca de dez anos, a Braspol de Ponta Grossa teve contato com o Grupo folclórico polonês "Nowa Nadzieja", que realizava os ensaios no Clube Polonesa Renascença. Segundo Dvoreck, há seis anos não são realizadas atividades no clube. Os membros do grupo folclórico foram os últimos a utilizar o espaço. O presidente da sociedade conta que a última assembleia da Sociedade Polonesa, em fevereiro deste ano, não teve quórum. “Marcamos a reunião, divulgamos na rádio e no jornal, mas ninguém compareceu e nem demonstrou interesse pela preservação do Clube”, destaca.


A Sociedade Polonesa entrou em contato com o Consulado Polonês de Curitiba no mês passado. Segundo a entidade, o Consultado informou que a Polônia ajuda com verbas para restauração, caso o governo brasileiro arque com 50% das despesas. De acordo com Dvoreck, o processo leva mais de um ano e a estrutura do prédio já está comprometida: “O prédio não pode mais esperar. A solução mais viável é demolir o prédio e construir outro espaço cultural”. Dvoreck diz ainda que já teve contato com empresa privada interessada em construir um edifício no local.


O Clube Polonesa Renascença fica no centro de Ponta Grossa, na Rua Pinheiro Machado, nº 385.

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