Segundo pessoas que moram nas proximidades da Casa de Apoio ao Indígena, o local sofre depredações pela falta de segurança. O abandono atrai vândalos que invadem o abrigo e deixam os moradores vizinhos com total sensação de insegurança.

Essa situação coloca em risco os indígenas, que se aventuram pernoitar  no local, moradores da região e  também as crianças e funcionários de instituição de ensino vizinha.

Crianças e adolescentes, que frequentam o Colégio Estadual General Osório, que está localizado próximo à casa, se sentem em risco. “Aqui geralmente fica abandonado e muitos invadem. E ninguém tem controle sobre o que acontece lá”, conta a zeladora, que trabalha há 23 anos no General Osório, Leocádia da Costa.

Julio Küller afirmou que a Secretaria de Assistência Social já tem um projeto para adquirir outro imóvel para sediar a moradia dos indígenas. Porém ainda não tem prazo para a medida ser efetivada.  

O secretário disse ainda que o projeto não tem previsão para começar a ser executado. A alegação é que, para conseguir o espaço para a nova sede, é necessária negociação com a Secretaria de Agricultura, que tem a propriedade do imóvel desejado.

Para o especialista sobre questões indígenas, o professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), José Roberto Vasconcelos Galdino, a casa, adquirida pelo Ministério Público, sempre esteve abandonada.

“Era um local onde os indígenas poderiam ir dormir, pernoitar e ficar neste processo de venda dos artesanatos. A prefeitura não colocou água, nem luz e vigia, e se ausentou, dizendo que era a obrigação da Funai, jogando a responsabilidade  para o outro”, comenta Galdino.

Clique para ouvir a entrevista do Prof. Galdino

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Prefeitura de Ponta Grossa tenta se isentar da responsabilidade
Casa de Apoio ao Indígena enfrenta problemas por falta de manutenção e vandalismo