O secretário de Assistência Social de Ponta Grossa, Júlio Küller, alega que os problemas têm origem na administração municipal anterior. A gestão  se deu no período de 2009 a 2012, durante o governo do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB).

Küller reconhece que a casa não atende as demandas dos indígenas. E, isentando a responsabilidade da atual gestão, o secretário insiste que “a casa foi adquirida de forma errônea no governo passado. Ela não é propícia para indígenas. De lá para cá, ela vem sofrendo depredações pelos próprios índios”

O artigo 2º da Lei 6001/73 do Estatuto do Indígena prevê que o Estadodeve “proporcionar aos índios meios para o seu desenvolvimento”. Isso deve considerar, ainda segundo a legislação, as peculiaridades inerentes à condição indígena.

A Lei 6001/73 estabelece também que  o Estado deve prestar  “assistência aos índios e às comunidades indígenas ainda não integradas à comunhão nacional”. É o caso dos índios que se deslocam para a cidade de Ponta Grossa.

Küller afirmou que pretende pedir recursos, junto à Fundação Nacional do Índio (Funai), para tentar construir ocas ou uma outra espécie de moradia para abrigar os indígenas.

De acordo com o diretor da Fundação Municipal de Cultura, Cirillo Barbisan, os próprios índios, por hábito de sua cultura, costumam se recusar a dividir o mesmo ambiente com índios de outras tribos. Esse hábito cultural torna ainda mais complicado o funcionamento da Casa de Apoio ao Indígena.

Pessoas que vivem perto da Casa de Apoio ao Indígena estão amedrontadas
Casa de Apoio ao Indígena enfrenta problemas por falta de manutenção e vandalismo