Várias discussões de cunho político foram realizadas tentando resolver os problemas da Souza Naves. Porém, não há quase nenhuma medida concreta. A reclamação dos moradores da região e lideranças locais é que as obras propostas pela prefeitura não resolvem os problemas dos pedestres.

“Tudo que vier a melhorar a qualidade da mobilidade da via é bem-vindo. Entretanto, vejo que essa medida é insuficiente. Precisamos de um projeto mais completo, que atenda a toda a região”, argumenta o presidente da Associação do Parque do Café, Emerson Sansana.

 Os moradores realizaram protestos queimando pneus na via em setembro e outubro deste ano. As ruas ficaram bloqueadas por quase cinco horas. Essa foi a medida de chamarem a atenção para os problemas da avenida, que é conhecida como “Rodovia da Morte”.

 Para Sansana, vários pontos da rodovia são problemáticos. “Nós temos as entradas dos bairros Sabará, Bonsucesso, Parque do Café, Periquitos, Vila Romana e Borato, que precisam de melhorias. Não se pode pensar projetos para a Souza Naves em um ou dois pontos específicos”.

Cerca de 9 mil famílias moram às margens da rodovia, em aproxidamente 30 comunidades. Aproximadamente 2 mil crianças utilizam a via para ir às escolas. Além disso, ciclistas e trabalhadores andam pelo acostamento ao lado do tráfego pesado da avenida, que é uma das poucas opções de acesso ao Centro ou de saída da cidade para quem mora na região da Chapada.

Seu Paulo Kempa, dono de uma oficina mecânica, conta que um de seus funcionários já se acidentou duas vezes trafegando pela Souza Naves. “Uma vez, ele estava na garupa da moto. O rapaz ficou internado e o motociclista  faleceu. Outra vez, ele estava de bicicleta e um fusca o atropelou”.

O vereador Rogério Mioduski concorda que as obras não serão suficientes e aponta soluções para a Souza Naves. “O que poderia amenizar os problemas são os canteiros para os pedestres e mais radares para que os motoristas não ultrapassem a velocidade permitida, que é de 60 quilômetros  por hora”.

Avenida Souza Naves ganhará obras para diminuir número de acidentes

Excesso de velocidade e desrespeito às legislações agravam ainda mais o problema